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Direito Processual do Trabalho · FGV · 2023

Questão comentada de Direito Processual do Trabalho

Numa reclamação trabalhista foi instaurado um Incidente de Desconsideração da Personalidade Jurídica (IDPJ) na fase de execução para a constrição do patrimônio dos dois sócios da empresa. Após manifestação dos alegados sócios e juntada de documentos, o juiz julgou procedente o pedido em relação a um deles, porque foi detectada fraude, e improcedente em relação ao outro, pois ficou comprovado que esse segundo suposto sócio era na verdade um homônimo. Em relação a essa situação, é correto afirmar que:

Gabarito: C

O Incidente de Desconsideração da Personalidade Jurídica (IDPJ) passou a ter disciplina expressa na CLT, no art. 855-A, que manda aplicar os arts. 133 a 137 do CPC. Na Justiça do Trabalho, ele pode ser instaurado inclusive na fase de execução, exatamente como aconteceu no enunciado. O ponto importante é este: a decisão que resolve o IDPJ na execução atinge diretamente o patrimônio do terceiro incluído no polo passivo, então ela é impugnável por recurso próprio. Como estamos na fase executiva, o recurso adequado é o agravo de petição, e o prazo é de 8 dias, nos termos do art. 897, a, da CLT. Não é recurso ordinário, porque esse é o recurso típico contra sentença na fase de conhecimento. Também não faz sentido falar em mandado de segurança aqui, já que há meio recursal específico e o sistema processual não gosta de atalhos quando existe caminho normal. No caso, o sócio em relação ao qual o IDPJ foi julgado procedente foi efetivamente atingido pela decisão e, por isso, pode recorrer por agravo de petição. Já o outro, que foi excluído porque era homônimo, não tem interesse recursal nessa parte. Em resumo: decisão do IDPJ na execução? Pense logo em agravo de petição de 8 dias. A FGV adora trocar o nome do recurso para ver se voce escorrega na casca de banana.

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