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Direito Processual do Trabalho · FGV · 2022

Questão comentada de Direito Processual do Trabalho

Em determinada reclamação trabalhista que tramita perante a 30ª Vara do Trabalho de Barreirinhas/MA, foi homologada a quantia de R$ 10.000,00 devida ao exequente a título de dano moral, pois a sentença foi proferida de forma líquida e ambas as partes concordaram com o valor. Ocorre que, no dia seguinte, a sociedade empresária teve a falência decretada. Diante dos fatos narrados e da norma de regência, sobre o destino da execução, assinale a afirmativa correta.

Gabarito: B

Quando a empresa entra em falência, a execução individual não pode continuar “correndo sozinha” na Justiça do Trabalho. A lógica da Lei 11.101/2005 é concentrar os pagamentos no juízo falimentar, para que todos os credores recebam de forma organizada, sem um sair na frente e levar o bolo inteiro para casa. Na prática, se o crédito trabalhista já está liquidado, como no enunciado, a Justiça do Trabalho não vai tocar a execução até o fim com bloqueio de contas, penhora e afins. O que ela faz é expedir certidão de crédito para que o trabalhador habilite seu crédito na falência. Esse é o caminho adequado quando há decretação de falência depois de apurado o valor devido. Por isso a alternativa B está correta: a sentença já estava líquida e o valor foi homologado, então o crédito já pode ser certificado e levado à habilitação perante a massa falida. A regra decorre da competência do juízo falimentar para centralizar os atos executivos e da disciplina da Lei 11.101/2005, especialmente o art. 6º e a sistemática de habilitação de créditos. Resumo de prova: falência não apaga o crédito, mas muda o “endereço” da cobrança. A Justiça do Trabalho apura o valor; o juízo falimentar organiza o pagamento.

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