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Direito Processual do Trabalho · FCC · 2022

Questão comentada de Direito Processual do Trabalho

Demóstenes propôs ação trabalhista em face do seu ex-empregador a Churrascaria Boi no Prato, tendo sido a referida empresa condenada a pagar R$ 30.000,00 de verbas contratuais, rescisórias e diferenças de FGTS ao autor, acrescido de honorários sucumbenciais. Sabendo-se que Demóstenes celebrou com seu advogado particular contrato de honorários à base de 10% do valor da condenação, com base na Consolidação das Leis do Trabalho,

Gabarito: C

Na Justiça do Trabalho, os honorários sucumbenciais passaram a ser expressamente previstos no art. 791-A da CLT. A regra é simples e gosta de aparecer em prova: o advogado da parte vencedora pode receber de 5% a 15% sobre o valor que resultar da condenação, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa. Aqui, a empresa foi condenada em R$ 30.000,00. Se a questão pede o valor máximo dos honorários sucumbenciais do patrono do autor, basta aplicar o teto legal de 15%. Fazendo a conta, 15% de R$ 30.000,00 = R$ 4.500,00. Por isso, o gabarito é a letra C. O contrato particular de honorários entre Demóstenes e seu advogado, fixado em 10%, não impede nem reduz os honorários sucumbenciais. Uma coisa é a relação contratual cliente-advogado; outra é a verba de sucumbência, paga pela parte vencida, por força da lei. A CLT não diz que honorário contratado exclui sucumbencial. São espécies diferentes, com naturezas diferentes. Também não cai mais aquela ideia antiga de que só haveria honorários se houvesse assistência sindical. Isso era a lógica tradicional dos honorários assistenciais, mas o art. 791-A trouxe uma disciplina própria para o processo do trabalho. Em resumo: a banca quer que você leia "10% contratado" e não caia na tentação de misturar isso com o percentual legal da sucumbência.

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