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Direito Processual do Trabalho · FCC · 2022

Questão comentada de Direito Processual do Trabalho

Eliana ingressou com reclamação trabalhista contra sua ex-empregadora, a Empresa de Serviços Terceirizados FZ Ltda., e também contra a tomadora dos serviços, a Concessionária de Automóveis VM Ltda., que estão representadas por advogados diferentes, cada qual pertencente a seu próprio escritório de advocacia. O feito, em trâmite eletrônico, foi julgado procedente em parte. No caso de interposição de recurso ordinário pelas partes e tendo em vista a jurisprudência pacífica do TST,

Gabarito: B

Aqui a ideia central é simples: no processo do trabalho, o prazo do recurso ordinário é de 8 dias, e a regra do CPC que amplia o prazo em dobro para litisconsortes com procuradores diferentes não foi incorporada como regra geral. A jurisprudência do TST é pacífica nesse sentido: o prazo recursal trabalhista permanece o previsto na CLT, sem essa dobra por causa de advogados em escritórios distintos. O ponto da questão é que o processo está em meio eletrônico, mas isso não muda o resultado. No processo eletrônico, o TST também não admite a contagem em dobro só porque as partes têm procuradores diferentes. Em outras palavras: digitalizou, não multiplicou o prazo. O relógio continua correndo no mesmo ritmo da CLT. Por isso, a alternativa B está correta ao afirmar que o recurso ordinário tem prazo de 8 dias e que não se aplica, no processo trabalhista, a regra de prazo em dobro do CPC para litisconsortes com procuradores diferentes em escritórios distintos. Esse é o entendimento consolidado do TST e é exatamente o tipo de detalhe que a FCC gosta de cobrar. A lógica é proteger a celeridade do processo trabalhista, que já tem disciplina própria. Então, antes de sair procurando uma benesse do CPC, vale lembrar: na Justiça do Trabalho, o caminho costuma ser mais curto e o prazo, mais apertado.

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