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Direito Processual Civil · VUNESP · 2021

Questão comentada de Direito Processual Civil

Quanto à capacidade para estar em juízo,

Gabarito: D

Capacidade para estar em juízo é a aptidão para participar validamente do processo, seja como autor, réu ou terceiro. No CPC, esse tema aparece junto com representação e assistência: nem sempre a pessoa atua sozinha, e o processo cobra formalidades para ninguém ficar “falando pelo outro” sem poder para isso. Quando há defeito de capacidade processual ou de representação, o CPC manda o juiz oportunizar a correção, em vez de sair punindo de imediato (art. 76). A ideia é aproveitar o processo e corrigir o vício, sempre que possível. A questão cobra um ponto bem clássico de legitimidade conjugal. Pelo art. 73, o cônjuge precisa do consentimento do outro para propor ação que verse sobre direito real imobiliário, salvo no regime de separação absoluta de bens. Isso vale porque, em regra, o tema pode impactar o patrimônio comum do casal. Então, se o casal não está em separação absoluta, a autorização do outro cônjuge é exigida para a ação seguir normalmente. Por isso, o item D está correto: ele reproduz a regra legal com a exceção certa. Em prova, a banca gosta de trocar o nome do regime e fazer você pensar em qualquer separação de bens, mas o CPC fala em separação absoluta. O detalhe importa, porque separação convencional e separação legal não são tratadas da mesma forma em várias questões. Resumo de bolso: direito real imobiliário + casamento = pense em consentimento do outro cônjuge, salvo separação absoluta. É aquele tipo de regra que parece pequena, mas derruba bastante gente.

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