Em relação às técnicas de mediação de conflitos, essa técnica aumenta a disposição para o diálogo, uma vez que a parte percebe o interesse na exposição e se sente mais à vontade para relatar os acontecimentos. Trata-se de
- A)rapport.
Errada: rapport é a criação de empatia e confiança, mas a descrição do enunciado aponta mais para a técnica de ouvir com atenção e acolhimento.
- B)caucus.
Errada: caucus é a conversa privada do mediador com uma das partes, não a técnica que estimula diretamente o relato aberto dos fatos.
- C)escuta ativa.
Certa: escuta ativa faz a parte perceber interesse na sua fala, sentir-se acolhida e ficar mais à vontade para narrar os acontecimentos.
- D)parafraseamento.
Errada: parafraseamento é a reformulação do que foi dito, em outras palavras, para confirmar a compreensão, não a técnica descrita no enunciado.
Gabarito: C
Na mediação, a ideia é criar um ambiente em que as partes consigam falar e, principalmente, se ouvir. Entre as técnicas usadas pelo mediador, algumas servem para abrir o canal de comunicação, outras para organizar o que foi dito e outras para diminuir a tensão. A técnica descrita no enunciado é aquela que faz a pessoa perceber interesse genuíno em sua fala, o que aumenta a confiança e deixa o relato mais espontâneo. Isso é escuta ativa: o mediador demonstra atenção real, acolhe o que a parte diz, confirma entendimento e incentiva a continuidade do diálogo. Na prática, ela ajuda a pessoa a se sentir compreendida, sem julgamento, o que facilita a exposição dos fatos e reduz a resistência. Em mediação, ouvir bem é quase metade do trabalho. As outras técnicas têm funções diferentes. Rapport é a criação de empatia e vínculo para facilitar a comunicação. Caucus é a reunião privada do mediador com uma das partes, separadamente. Parafraseamento é quando o mediador repete com outras palavras o que foi dito para confirmar e organizar a mensagem. Então, o gabarito é a letra C porque o enunciado descreve exatamente a escuta ativa: interesse na exposição, acolhimento e maior conforto para relatar os acontecimentos. Na lógica da autocomposição e da mediação, isso favorece o diálogo e ajuda as partes a construírem a solução do conflito.