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Direito Processual Civil · FGV · 2023

Questão comentada de Direito Processual Civil

José, menor impúbere, representado por sua mãe Maria, por intermédio de um defensor público, propôs uma ação de investigação de paternidade em face de João, que é maior e capaz. Após a manifestação do Ministério Público, o juiz determinou a produção de provas. Nesse cenário, dentre as opções abaixo, a que identifica a correta legitimidade ativa ad causam no processo é:

Gabarito: D

Em processo civil, legitimidade ativa ad causam é a aptidão para ocupar o polo ativo da demanda como titular do direito material discutido, ou como alguém autorizado por lei a agir em nome próprio em defesa de direito alheio. Aqui, o direito discutido é a filiação de José, então quem tem legitimidade ativa é ele, ainda que seja menor impúbere. Como José é incapaz, ele não age sozinho em juízo: é representado por sua mãe, Maria, nos termos do art. 71 do CPC. Isso significa que Maria entra como representante processual, mas não vira autora da causa. É um detalhe clássico de prova: quem representa não se confunde com quem é parte. O defensor público também não é parte. Ele é o profissional que postula em juízo em nome do assistido, mas a titularidade da ação continua sendo de José. Já o Ministério Público, nesse tipo de demanda, pode atuar como fiscal da ordem jurídica, mas não é o legitimado ativo, salvo hipóteses legais específicas de legitimação extraordinária. Por isso, o gabarito é a letra D: José é o verdadeiro titular da pretensão deduzida em juízo, ainda que sua atuação processual ocorra por representação. Em prova, pense assim: parte é quem tem o direito em discussão; representante, defensor e MP apenas orbitam a causa, cada um com sua função.

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