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Direito Processual Civil · FGV · 2022

Questão comentada de Direito Processual Civil

Constatando-se que tramitavam diversas execuções de obrigação de pagar quantia certa contra um mesmo devedor, em juízos distintos, foi estabelecida a concentração dos atos executórios em um único órgão judicial, a fim de evitar a repetição desnecessária de atos de penhora, avaliação e expropriação de bens. Nesse contexto, é correto afirmar que

Gabarito: E

Quando existem várias execuções contra o mesmo devedor em juízos diferentes, o processo civil moderno não obriga cada vara a ficar repetindo a mesma dança de penhora, avaliação e expropriação. O CPC/2015 valorizou a cooperação judiciária, permitindo a prática de atos concertados entre juízos para dar mais eficiência e evitar decisões ou medidas redundantes. Isso aparece nos arts. 67 a 69 do CPC, especialmente na lógica de cooperação entre órgãos jurisdicionais. Na prática, essa cooperação pode ser usada também na fase de execução, inclusive para organizar melhor a constrição e a expropriação de bens, quando isso for útil para a efetividade do processo. A ideia é simples: o Judiciário não precisa trabalhar em duplicidade se pode coordenar os atos e ganhar tempo, dinheiro e coerência. Nada de burocracia por esporte. Por isso, a assertiva correta é a que admite a concentração dos atos executórios por meio de atos concertados entre juízos cooperantes, inclusive na execução de decisão judicial. O fundamento está na cooperação judiciária nacional e na possibilidade de coordenação interinstitucional prevista no CPC. A doutrina costuma apontar que essa técnica serve justamente para dar racionalidade à atividade executiva, sem exigir, necessariamente, reunião formal dos processos em um único juízo. Em resumo: execução também conversa, e conversa bem. Se a finalidade é evitar repetição inútil de atos e aumentar a eficiência, a cooperação entre juízos é caminho legítimo no CPC.

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