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Direito Processual Civil · FGV · 2021

Questão comentada de Direito Processual Civil

A BX4 Festas Ltda. é uma sociedade empresária especializada na produção de eventos. Em 2018, alugou prédio luxuoso para instalar a sua sede, onde mantinha seus funcionários e recebia seus clientes para reuniões e projetos. Porém, em razão dos reflexos da pandemia do novo Coronavírus na área de eventos, a BX4 Festas Ltda. não conseguiu honrar o pagamento do aluguel. Assim, o locador ajuizou execução por título extrajudicial em face do locatário e do fiador para cobrar os valores devidos. Considerando essa situação hipotética, é correto afirmar que:

Gabarito: B

Aqui a lógica é a responsabilidade patrimonial e as garantias do pagamento. Na execução por título extrajudicial, quem paga a dívida pode se sub-rogar nos direitos do credor, isto é, “assumir o lugar” dele para cobrar de quem realmente devia. Isso está no Código Civil, art. 831, e a sub-rogação pode ser exercida no mesmo processo executivo, sem precisar começar tudo do zero. No caso do fiador, a lei é bem favorável a ele quando paga a dívida: ele se sub-roga nos direitos do credor contra o afiançado. Em termos práticos, o fiador vira credor do devedor principal e pode cobrar o que desembolsou. A questão descreve exatamente isso, por isso o item B está correto. Já o benefício de ordem do fiador tem regras próprias: ele só responde primeiro depois de esgotados os bens do devedor, salvo renúncia válida. Se renunciar, perde essa proteção. E quando há dívida de sociedade ou discussão sobre bens de sócio, entram detalhes técnicos do CPC e do CC que a banca adora misturar para gerar confusão. Resumo de prova: pagou a dívida, pode haver sub-rogação; fiador que paga pode cobrar do afiançado; e cuidado com frases que inventam exigências não previstas em lei, como ação autônoma obrigatória ou proteção absoluta da meação em qualquer cenário.

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