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Direito Processual Civil · FGV · 2015

Questão comentada de Direito Processual Civil

Edgar pleiteou a remoção da inventariante Joana, nomeada nos autos do processo de inventário dos bens deixados por morte de sua genitora Maria, argumentando que a inventariante não prestou as primeiras declarações no prazo legal e não está defendendo os interesses do espólio. Acerca do incidente de remoção de inventariante e as regras previstas no Código de Processo Civil, assinale a afirmativa correta.

Gabarito: D

No inventário, o inventariante tem papel de gerente do espólio: ele administra os bens, presta as primeiras declarações e deve atuar em favor da herança. Se ele falha em deveres relevantes, como não apresentar as primeiras declarações no prazo ou deixar de defender os interesses do espólio, pode ser pedido o seu afastamento, nos termos dos arts. 622 a 625 do CPC. O detalhe que costuma cair é o rito da remoção. O juiz não tira o inventariante de imediato só porque alguém pediu. Primeiro, ele é intimado para se defender e produzir provas, em prazo legal. Só depois o magistrado decide se remove ou não. Então o processo tem contraditório, não tem 'expulsão sumária'. Se a remoção for acolhida, vem a parte prática que a FGV adora: o inventariante removido deve entregar imediatamente os bens ao substituto. Se ele resistir, o CPC autoriza medidas coercitivas específicas, como mandado de busca e apreensão ou imissão na posse, conforme o bem seja móvel ou imóvel. Isso está em linha com o art. 625 do CPC. Por isso o gabarito é a letra D: ela traduz exatamente a consequência legal da remoção. As demais alternativas tropeçam em pontos clássicos do procedimento especial, especialmente em competência/forma do incidente, contraditório prévio e ordem de substituição do inventariante.

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