← Questões de Direito Processual Civil

Direito Processual Civil · FCC · 2022

Questão comentada de Direito Processual Civil

Nivaldo ajuizou uma ação pauliana com a finalidade de anular uma venda fraudulenta feita por um devedor insolvente. Na petição inicial, o autor indicou como réus o vendedor (seu devedor, em estado de insolvência) e o comprador. Verifica-se, assim, um litisconsórcio inicial passivo

Gabarito: A

Na ação pauliana, o objetivo é desconstituir o ato fraudulento praticado pelo devedor insolvente. Por isso, não faz sentido processar só um dos envolvidos: o devedor que vendeu e o terceiro que comprou precisam estar no polo passivo, já que a sentença vai atingir a própria validade do negócio. Aqui, o Código Civil e a doutrina tratam esse cenário como hipótese típica de atuação conjunta dos dois sujeitos do ato impugnado. O ponto central é que a decisão precisa ser igual para todos os litisconsortes. Se o juiz reconhece a fraude e anula a venda, o efeito não pode valer só para um réu e não para o outro. Essa necessidade de uma solução uniforme caracteriza o litisconsórcio unitário. Além disso, a presença de ambos no processo não é opcional. Como a própria estrutura da ação exige a formação do contraditório com todos os diretamente atingidos pelo resultado, trata-se de litisconsórcio necessário. Em termos bem práticos: não dá para “anular a venda pela metade”. Então, a combinação correta é simples para decorar: na ação pauliana, o litisconsórcio passivo entre devedor e adquirente é necessário porque ambos devem estar no processo, e unitário porque a sentença deve ser a mesma para os dois.

Continue treinando

Questões relacionadas