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Direito Processual Civil · FCC · 2022

Questão comentada de Direito Processual Civil

A respeito de demandas repetitivas e o que disciplina o CPC, quanto ao julgamento dos recursos extraordinário e especial repetitivos, é INCORRETO:

Gabarito: B

Aqui a chave é não misturar os remédios de massa do CPC. O incidente de resolução de demandas repetitivas, o IRDR, serve para fixar uma tese jurídica quando há muitas causas com a mesma questão de direito, evitando decisões em ritmo de loteria. No IRDR, o Ministério Público atua obrigatoriamente, mas essa intervenção não depende da natureza da lide nem de quem são as partes: a ideia é proteger a uniformidade e a segurança jurídica, e não fazer filtro por perfil do processo. O ponto que derruba a alternativa B é o trecho final: o CPC não diz que o MP assume a titularidade do incidente se houver desistência ou abandono de quem pediu a instauração. No IRDR, a desistência ou o abandono não impedem o exame do mérito do incidente, justamente para que a tese continue sendo fixada em benefício do sistema. Ou seja: o incidente não fica refém da vontade de uma parte depois que a discussão ganhou dimensão coletiva. Já nos recursos extraordinário e especial repetitivos, o CPC também trabalha com a lógica de seleção de casos-piloto e suspensão dos demais processos, para depois aplicar a tese aos casos semelhantes. É o famoso efeito multiplicador, só que com método. Por isso, em questões da FCC, vale ficar atento aos sujeitos competentes para selecionar recursos, ao sobrestamento e à distinção entre IRDR e repetitivos, porque a banca adora trocar uma pecinha de lugar e ver quem cai no enrosco. Resumo prático: MP intervém obrigatoriamente no IRDR, mas não assume titularidade por desistência do requerente. Esse detalhe faz a alternativa B ficar errada.

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