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Direito Processual Civil · FCC · 2021

Questão comentada de Direito Processual Civil

Sônia contratou advogada para se manifestar em ação de medida protetiva em trâmite perante o Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Apesar de ter assinado procuração e feito pagamento antecipado, via PIX, a advogada deixou de se manifestar e a Defensoria Pública passou a atuar em seu favor. Decidida a receber a quantia de volta, Sônia

Gabarito: E

Aqui a chave é separar duas coisas: o valor da causa e a necessidade de advogado. Na Lei 9.099/1995, o Juizado Especial Cível é competente para causas de até 40 salários mínimos, mas a presença de advogado só é obrigatória quando o valor ultrapassa 20 salários mínimos. Isso está no art. 9º da lei, que permite que a parte proponha a ação pessoalmente nas causas de menor complexidade e de menor valor. No caso da Sônia, a ideia é cobrar de volta o que foi pago antecipadamente à advogada, então estamos falando de uma pretensão patrimonial simples, compatível com o rito dos Juizados, desde que o valor não passe do teto legal. Se ficar em até 20 salários mínimos, ela pode entrar sem advogado. Se passar de 20 e ficar dentro de 40, aí a assistência por advogado passa a ser necessária. Por isso o gabarito é a letra E: a afirmação está exatamente alinhada com o art. 9º da Lei 9.099/1995. A FCC adora trocar os números para ver se você cai na cantiga da lei: 20 para atuação sem advogado, 40 para limite geral do Juizado. É aquele clássico "confunde e marca errado". Resumo de prova: até 20 salários mínimos, pode propor a ação sem advogado no JEC; acima disso e até 40, o advogado é obrigatório; passou de 40, não cabe Juizado Especial Cível.

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