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Direito Processual Civil · CONSULPLAN · 2022

Questão comentada de Direito Processual Civil

Alice, gestante e constituída nos autos como única advogada de Felício, no curso do processo, teve intercorrências médicas que resultaram no parto antecipado da criança. Nos termos do Código de Processo Civil, a situação narrada:

Gabarito: A

Aqui a ideia é proteger a advocacia materna e, ao mesmo tempo, evitar prejuízo processual para o cliente. O CPC prevê hipótese de suspensão do processo quando a advogada for a única patrona da causa e ocorrer parto, adoção ou obtenção de guarda para fins de adoção, em regra pelo prazo legal de 30 dias, justamente para garantir uma transição sem deixar o processo “solto”. No caso narrado, Alice é gestante, era a única advogada de Felício e teve intercorrências médicas que culminaram no parto antecipado. Isso encaixa na proteção legal da maternidade prevista no CPC, que trata a situação como causa de suspensão do processo. A lógica é simples: se a profissional está afastada por um evento protegido pela lei, o andamento processual deve parar por esse período. A banca quer que você reconheça que a regra não depende de “drama extra” ou de prova de prejuízo ao cliente. Basta a situação legalmente prevista. Em outras palavras, não é um favor do juiz nem uma liberalidade da parte: é comando legal. Por isso o gabarito é a letra A. O CPC, em harmonia com a Lei 13.363/2016, resguarda a maternidade da advogada única patrona e, por consequência, suspende o processo nessas hipóteses, inclusive por analogia com a adoção.

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