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Direito Processual Civil · CONSULPLAN · 2022

Questão comentada de Direito Processual Civil

Rosa, idosa que conta com oitenta anos de idade, encontra-se abrigada no Centro de Atenção aos Idosos, pessoa jurídica de direito privado localizada no município de Longevidade. Devido à idade avançada, Rosa foi acometida de doença mental grave e, diante da situação, o representante da entidade assistencial peticionou junto ao juízo competente da Comarca, requerendo a interdição da idosa. Nos termos do Código de Processo Civil, e considerando o caso hipotético, assinale a afirmativa INCORRETA.

Gabarito: A

A ação de interdição segue um rito bem cuidadoso no CPC porque envolve a capacidade civil da pessoa, então o juiz não pode simplesmente decidir "no escuro". Por isso, a entrevista pessoal do interditando é providência obrigatória, e a falta dela pode gerar nulidade, já que o magistrado precisa ouvir diretamente a pessoa sobre sua situação e suas condições de autonomia. Além disso, o procedimento admite a colheita de informações de parentes e de pessoas próximas, mas isso não significa que o juiz esteja sempre obrigado a ouvir todo mundo. O CPC deixa essa oitiva no campo da possibilidade e da conveniência do caso concreto, para ajudar na formação do convencimento judicial. No caso da questão, o gabarito é a letra A porque ela erra justamente nesse ponto: transforma em dever o que a lei trata como faculdade do juiz. Em regra, o CPC busca um equilíbrio entre proteção e respeito à dignidade do interditando, evitando uma interdição automática ou excessivamente formalista. Em resumo: entrevista do interditando é indispensável; oitiva de parentes e pessoas próximas, não necessariamente. Esse é o tipo de detalhe que a banca adora cobrar trocando "deverá" por "poderá". Uma palavrinha e lá se vai a questão.

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