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Direito Penal Militar · MPM · 2021

Questão comentada de Direito Penal Militar

NA APLICAÇÃO DA PENA, CONSIDERADA A SEGUNDA FASE, NA QUAL SE AVALIAM AS CIRCUNSTÂNCIAS LEGAIS E NÃO MAIS AS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS, APLICADO O SISTEMA TRIFÁSICO AO DIREITO PENAL MILITAR, É CORRETO AFIRMAR-SE:

Gabarito: A

Na aplicação da pena no Direito Penal Militar, o cálculo segue o sistema trifásico: primeiro vêm as circunstâncias judiciais, depois as agravantes e atenuantes, e só por fim eventuais causas de aumento ou diminuição. Nesta segunda fase, o juiz olha para as circunstâncias legais, principalmente as agravantes e atenuantes previstas no CPM. Isso aparece com clareza nos arts. 70 e 72 do Código Penal Militar. A pegadinha aqui é que o CPM também traz regras próprias sobre concurso de agentes, e elas entram nessa fase quando funcionam como agravantes. Em especial, o art. 53, § 2º, prevê aumento de 1/5 até 1/3 para certas hipóteses de concurso, observados os limites da pena cominada. Ou seja, não é só a lista clássica de agravantes e atenuantes: o concurso de pessoas, no CPM, pode interferir na dosimetria como causa agravadora. Por isso a letra A está certa: ela reúne corretamente as agravantes e atenuantes dos arts. 70 e 72 do CPM e também a previsão do art. 53, § 2º, aplicada na segunda fase quando houver concurso de agentes. A banca costuma cobrar exatamente essa leitura do sistema trifásico no âmbito militar, misturando regra geral com a disciplina especial do CPM. Em resumo: na segunda fase, você esquece um pouco as circunstâncias judiciais e foca nas circunstâncias legais. No CPM, isso inclui tanto as agravantes e atenuantes quanto algumas regras específicas de concurso de agentes que impactam a pena.

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