Com a adoção dos procedimentos adequados, foram coletados óvulos diretamente dos ovários de Maria, sendo fecundados em laboratório com o espermatozoide de João e implantados no útero de Joana, daí resultando o nascimento de Pedro. Apesar de não terem uma convivência comum, Maria e João se conheciam e partilhavam o sonho de ter um filho. Na ocasião da implantação, Joana firmou termo de compromisso a respeito da doação temporária do útero para o objetivo almejado por Maria e João. Na situação descrita na narrativa, é correto afirmar, em relação à situação de Pedro, que:
- A)deve ser averbado no registro de nascimento o nome de Joana;
Incorreta. O nome da cedente temporária do útero não é averbado como mãe.
- B)tanto Maria como João precisam comparecer ao ato de registro;
Correta. Maria e João devem comparecer ao ato de registro na situação descrita.
- C)deve ser reconhecido, no ato registral, o vínculo de parentesco entre Joana e Pedro;
Incorreta. Não se reconhece vínculo de parentesco entre Joana e Pedro pelo simples útero de substituição.
- D)o registro de nascimento, pelo respectivo oficial, deve ser antecedido de autorização judicial;
Incorreta. O registro não depende, como regra, de autorização judicial prévia.
- E)os documentos apresentados para o registro de nascimento, após a sua efetivação, devem ser arquivados pelo juiz competente.
Incorreta. Os documentos ficam arquivados na serventia, não pelo juiz competente.
Gabarito: B
Na reprodução assistida com gestação por substituição, o registro é feito em nome dos pais intencionais, sem vínculo registral com a cedente temporária do útero. Quando os genitores não formam casal com convivência comum, ambos devem comparecer ao ato registral.