Rosália compareceu ao Ofício do Registro Civil de Pessoas Naturais para registrar o nascimento de seu filho, Isaías. O pai indicado por ela, Paulo, não é seu marido, não a acompanhou ao cartório e não há qualquer documento que indique ter reconhecido a criança como seu filho. Diante disso, o oficial deve:
- A)se recusar a realizar qualquer registro do nascimento da criança, em razão da ausência de perfilhação ou de qualquer prova da paternidade de Paulo;
Errada. A falta de reconhecimento paterno não impede o registro do nascimento; o registro deve ser feito ao menos com a maternidade conhecida.
- B)realizar o registro com base na declaração de Rosália, que será eventualmente responsabilizada se Paulo não for efetivamente o pai;
Errada. A paternidade não pode ser lancada no assento somente pela declaração unilateral da mae quando não há presuncao ou reconhecimento.
- C)intimar Paulo a comparecer ao cartório para se manifestar em procedimento extrajudicial de investigação de paternidade;
Errada. O oficial não instaura, por si, procedimento extrajudicial de investigação de paternidade para intimar o suposto pai.
- D)notificar Paulo para se manifestar sobre a paternidade que lhe é atribuída e, se ele não assumir a paternidade, encaminhar certidão integral do registro ao Ministério Público;
Errada. A notificacao do suposto pai não e feita diretamente pelo oficial, nem o fluxo legal e o envio ao Ministério Público nessa forma.
- E)colher os dados de Paulo e remeter a certidão integral do registro ao juiz, para que o notifique para se manifestar sobre a paternidade que lhe é atribuída, em averiguação oficiosa de paternidade.
Correta. O oficial colhe os dados do suposto pai e remete certidao integral ao juiz, que conduz a averiguacao oficiosa de paternidade.
Gabarito: E
Na averiguacao oficiosa de paternidade, quando o nascimento e registrado apenas com a maternidade estabelecida e a mae indica o suposto pai sem reconhecimento formal, o oficial não inclui a paternidade por simples declaração nem cita diretamente o indicado. Ele colhe os dados do suposto pai e remete certidao integral do registro ao juiz competente, para a apuracao prevista na Lei 8.560/1992.