Líderes dos sete países mais ricos do mundo estão reunidos na cúpula do G7. Neste sábado (12.jun.), segundo dia do encontro na Inglaterra, as decisões foram marcadas pela aprovação de investimentos para se contrapor à China. Eles anunciaram um plano de investir trilhões de dólares em infraestrutura em países em desenvolvimento, uma tentativa de frear a crescente influência do país. (Band-Uol. https://bit.ly/3yldZ9D. Publicado em 12.jun. 2021. Acesso em 08.dez. 2021) Esse primeiro encontro presencial dos chefes de Estado desde o início da pandemia teve como importante destaque
- A)a tentativa de reduzir os problemas econômicos em nível mundial decorrentes do Brexit, isto é, da retirada do Reino Unido da União Europeia.
Errada, porque o texto não trata dos impactos do Brexit, mas sim da retomada da articulação diplomática entre as potências do G7.
- B)a proposta de criar uma nova instituição para administrar a pandemia de covid-19 em substituição à desgastada OMS (Organização Mundial da Saúde).
Errada, pois não houve proposta de substituir a OMS; o foco da reunião foi a coordenação política entre os países do grupo.
- C)as discussões intergovernamentais para substituir o Acordo de Paris por novas regulamentações ambientais.
Errada, porque o Acordo de Paris não foi objeto de substituição no enunciado, que destaca investimentos e reaproximação diplomática.
- D)o papel dos sete países mais ricos do mundo na redução das migrações internacionais, principalmente dos refugiados.
Errada, já que a reportagem não aborda migrações ou refugiados como tema central do encontro.
- E)o retorno dos Estados Unidos aos encontros entre as potências mundiais, buscando retomar a liderança diplomática abalada na era Trump.
Certa, porque o encontro simbolizou o retorno dos Estados Unidos ao diálogo com as potências mundiais e a tentativa de recompor sua liderança diplomática.
Gabarito: E
O G7 é um fórum de coordenação política e econômica entre algumas das maiores economias do mundo, mas ele não cria normas obrigatórias como um tratado internacional. Na prática, seus encontros servem para alinhar posições e dar sinais ao resto do mundo sobre temas como economia, saúde, clima e segurança. Em questões de Direito Internacional, isso ajuda a perceber como Estados continuam sendo os sujeitos centrais das relações internacionais. No enunciado, a notícia destaca o primeiro encontro presencial dos chefes de Estado desde o início da pandemia. Esse detalhe é importante porque, após a gestão Trump, os Estados Unidos tinham adotado uma postura de maior isolamento e atrito com aliados, enfraquecendo espaços multilaterais de diálogo. O encontro do G7 marcou justamente o retorno mais ativo dos EUA à articulação diplomática com as potências ocidentais. Por isso, o gabarito é a letra E. A alternativa capta a ideia central do momento político internacional: os EUA voltaram a participar de forma mais cooperativa das reuniões entre potências, buscando recompor a liderança diplomática e a confiança dos parceiros. Em prova, a banca adora esse tipo de leitura do noticiário com fundo de relações internacionais. As demais alternativas tentam puxar a questão para Brexit, OMS, Acordo de Paris e migrações, mas o texto-base fala de outra pauta: reposicionamento dos EUA no tabuleiro diplomático global. Ou seja, não basta ver 'G7' e sair marcando qualquer tema internacional famoso. Tem que casar a notícia com o contexto político do momento.