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Direito Internacional · FGV · 2022

Questão comentada de Direito Internacional

Dionísio, durante a realização do carnaval de rua no Rio de Janeiro, é flagrado subtraindo um aparelho celular de pessoa embriagada. Ao ser submetido à revista, são encontrados seis outros aparelhos de telefonia móvel. Conduzido à Delegacia de Polícia, se identifica como agente consular grego, informação que é verificada e confirmada. Diante desse quadro, em termos de responsabilidade penal, Dionísio:

Gabarito: B

Aqui a chave é separar imunidade diplomática de imunidade consular. Agente consular não tem blindagem geral para tudo o que faz no país onde atua. Pela Convenção de Viena sobre Relações Consulares de 1963, a proteção é funcional: vale apenas para atos praticados no exercício das funções consulares. Se o fato é um crime comum, sem relação com a atividade consular, a pessoa responde normalmente perante a lei local. No caso, Dionísio foi flagrado subtraindo um celular e ainda estava com outros aparelhos, o que aponta para conduta típica de furto, totalmente estranha às funções consulares. Então não há imunidade penal para afastar a jurisdição brasileira. A autoridade brasileira pode processá-lo e julgá-lo segundo a legislação penal do Brasil. A banca costuma cobrar exatamente essa diferença: diplomata tem proteção muito mais ampla; cônsul, não. O agente consular pode até ter algumas garantias e facilidades, mas não recebe salvo-conduto para cometer crime comum em território estrangeiro. Por isso, o gabarito é a letra B: Dionísio responderá de acordo com a lei penal brasileira.

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