Pedro, servidor federal ocupante de cargo em comissão, lotado no órgão de controle interno de determinada estrutura de poder da União, recebeu expediente que tem por objeto a realização de uma análise relativa à execução orçamentária, considerando as metas previstas no plano plurianual. Ao consultar os balizamentos constitucionais da esfera de desenvolvimento do controle interno, Pedro concluiu corretamente que
- A)deve realizar apenas a análise alvitrada, caso haja delegação expressa do Tribunal de Contas da União.
Controle interno não depende de delegação expressa do TCU para exercer suas funções constitucionais.
- B)é da alçada privativa do Tribunal de Contas da União a análise a ser realizada, não do controle interno.
A análise não é privativa do TCU; também cabe ao controle interno.
- C)deve, caso constate alguma irregularidade, dar ciência ao Tribunal de Contas da União, sob pena de ser solidariamente responsável.
Correta: irregularidade conhecida deve ser comunicada ao TCU, sob pena de responsabilidade solidária.
- D)deve chancelar os distintos aspectos da execução orçamentária, principiando pela juridicidade e avançando até a conveniência e oportunidade dos atos praticados.
Controle interno não chancela conveniência e oportunidade em sentido amplo como substituto do gestor.
- E)somente deve verificar se há irregularidades nos atos praticados no âmbito interno, não avançar no plano da eficiência, delineada justamente pelas metas orçamentárias.
O controle interno também avalia eficiência e cumprimento de metas.
Gabarito: C
O controle interno avalia o cumprimento das metas do PPA, a execução orçamentária e os resultados quanto à eficácia e eficiência. Se seus responsáveis souberem de irregularidade, devem comunicá-la ao TCU, sob pena de responsabilidade solidária.