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Direito Financeiro · FGV · 2022

Questão comentada de Direito Financeiro

A Regra de Ouro das Finanças Públicas é definida

Gabarito: A

A chamada Regra de Ouro das Finanças Públicas funciona como um freio para o endividamento do Estado. Ela aparece na Constituição Federal, no art. 167, inciso III, e diz que as operações de crédito não podem superar o montante das despesas de capital. Em português claro: o governo pode se endividar, mas não para viver no vermelho do dia a dia e financiar gasto corrente como se a conta nunca chegasse. A lógica é simples: dívida deve servir, em regra, para financiar investimentos, inversões financeiras e amortização da dívida, ou seja, despesas de capital. A ideia é evitar que o Estado pegue empréstimo para pagar folha, custeio administrativo, luz, aluguel e outras despesas correntes. Isso protege o equilíbrio fiscal e impede que a máquina pública vire uma espécie de cartão de crédito sem limite. Por isso, a alternativa A está correta: ela traduz exatamente a vedação constitucional de que as operações de crédito sejam superiores às despesas de capital. As demais opções tentam misturar a Regra de Ouro com conceitos de resultado primário, teto de gastos, PPA ou regras de crédito suplementar, mas tudo isso é outro assunto. Em provas, lembre do núcleo duro da regra: endividamento só até o limite das despesas de capital, com exceção prevista em lei complementar quando autorizada pelo Congresso Nacional, nos termos constitucionais. A FGV gosta muito de trocar a fórmula por descrições parecidas, mas a essência é essa.

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