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Direito Economico e Regulacao · CFC · 2021

Questão comentada de Direito Economico e Regulacao

Em relação às hipóteses atuariais, utilizando como base o guia de melhores práticas atuariais, elaborado e divulgado pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) no âmbito das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPCs), assinale a opção CORRETA.

Gabarito: A

Nas EFPCs, as hipóteses atuariais são o coração da avaliação atuarial: elas ajudam a estimar quanto o plano precisa ter hoje para pagar benefícios no futuro sem sustos desnecessários. O guia da Previc reforça que essas hipóteses devem ser coerentes com a realidade do plano, da massa de participantes e assistidos e com a experiência observada, para reduzir distorções na mensuração das obrigações. Entre essas hipóteses, a taxa de juros é especialmente importante, porque é usada para trazer a valor presente os benefícios e contribuições futuras. Em termos práticos, ela funciona como a taxa de desconto do plano, refletindo a rentabilidade futura esperada dos ativos garantidores. Por isso, deve ser expressa em termos reais, isto é, sem o efeito da inflação atual ou projetada. É exatamente isso que torna a alternativa A correta: ela descreve a taxa de juros de forma compatível com a técnica atuarial e com o guia de melhores práticas da Previc. Se a taxa fosse tratada com inflação embutida, haveria risco de dupla contagem e de deformar o cálculo do passivo atuarial. Em matemática atuarial, esse detalhe faz toda a diferença, como sempre gosta de lembrar a banca. As demais alternativas tentam inverter conceitos: hipóteses biométricas não ignoram beneficiários, o atuário deve sim observar tendências de mortalidade e longevidade, e os estudos de adequação das hipóteses têm foco prospectivo, não retrospectivo. Em resumo, a banca cobrou a leitura correta do papel da taxa de juros na avaliação atuarial das EFPCs.

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