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Direito da Crianca e do Adolescente · VUNESP · 2023

Questão comentada de Direito da Crianca e do Adolescente

No que diz respeito à prática do ato infracional, é correto afirmar que

Gabarito: E

Na apuração de ato infracional, o processo não é um "vale-confissão". Mesmo que o adolescente admita os fatos, isso não autoriza o abandono automático das demais provas, porque continuam valendo o contraditório, a ampla defesa e o direito de produzir prova em audiência. No ECA, o adolescente tem garantias processuais expressas no art. 111, e a prova deve ser formada de modo seguro, não por atalho. A confissão, sozinha, não basta para encerrar a instrução como se tudo estivesse resolvido. A lógica é simples: em matéria de responsabilização de adolescente, o julgador deve buscar convicção com base no conjunto probatório, e não em uma admissão isolada. A jurisprudência do STJ é firme nesse ponto: a confissão não afasta a necessidade de outras provas, nem legitima a dispensa da fase instrutória. Por isso, a alternativa E está correta ao afirmar que desistir de outras provas porque houve confissão afronta a igualdade na relação processual e o direito do adolescente de produzir provas na audiência em continuação. Em outras palavras: confessar não faz a prova evaporar. As demais alternativas tentam misturar regras reais com conclusões erradas, mas a pegadinha central da questão é essa: no procedimento do ato infracional, a confissão não substitui a instrução nem esvazia as garantias do adolescente.

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