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Direito da Crianca e do Adolescente · VUNESP · 2021

Questão comentada de Direito da Crianca e do Adolescente

Aos 42 anos de idade, Marcela, solteira, decide que quer ter um filho. Como é estéril, resolve se inscrever para participar do procedimento de adoção. Nesse caso, nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente, é correto afirmar que

Gabarito: C

A adoção no ECA é medida de proteção, pensada para atender ao melhor interesse da criança e do adolescente. Por isso, ela não funciona como um simples acordo entre adultos: existe procedimento judicial, estudo psicossocial, habilitação e, em regra, estágio de convivência antes da sentença. É um caminho sério, com várias etapas, porque aqui o foco não é o desejo do adotante, mas a proteção integral do adotando. Um ponto clássico da lei é que a adoção depende do consentimento dos pais ou do representante legal do adotando, salvo situações em que isso é dispensado pela própria lei. E, quando o adotando já tiver 12 anos completos, a sua concordância também é obrigatória. Isso está no art. 45, § 2º, do ECA. Ou seja: se Marcela quiser adotar uma criança ou adolescente com mais de 12 anos, não basta a vontade dela, nem apenas a autorização dos responsáveis - é necessário também o consentimento do próprio adotando. Por isso o gabarito é a letra C. A banca está cobrando exatamente essa regra específica, que aparece com frequência em prova: acima de 12 anos, o adotando entra na conversa jurídica, e não como figurante. Faz sentido, afinal, a adoção mexe profundamente com identidade, vínculos e convivência familiar. As demais alternativas tentam confundir você com ideias falsas, como adoção revogável, preferência legal por casais, prazo fixo de estágio de convivência e adoção extrajudicial. No ECA, a adoção é irrevogável, pode ser feita por pessoa solteira e o estágio de convivência não tem prazo único e automático para todos os casos.

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