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Direito da Crianca e do Adolescente · UNIVIDA · 2024

Questão comentada de Direito da Crianca e do Adolescente

Todos os esforços devem ser empreendidos no sentido de manter o convívio com a família (nuclear ou extensa, em seus diversos arranjos), a fim de garantir que o afastamento da criança ou do adolescente do contexto familiar seja uma medida excepcional, aplicada apenas nas situações de grave risco à sua integridade física e/ou psíquica. Posto isto e tendo como base as “Orientações Técnicas – Serviços de Acolhimento para Crianças e Adolescentes”, é correto afirmar que o princípio descrito é conhecido como:

Gabarito: A

A questão trata dos princípios que orientam o acolhimento institucional e familiar de crianças e adolescentes. A ideia central é simples: o afastamento da família não pode virar regra, nem solução automática. Ele só deve ocorrer quando houver risco grave à integridade física ou psíquica, e mesmo assim como medida excepcional, sempre tentando preservar o retorno ao convívio familiar quando possível. Nas Orientações Técnicas dos Serviços de Acolhimento, esse raciocínio aparece como o princípio da excepcionalidade do afastamento do convívio familiar. Ou seja, antes de separar a criança ou o adolescente de sua família, o sistema deve esgotar as possibilidades de apoio, proteção e fortalecimento dos vínculos. O acolhimento é medida de proteção, não de punição. Isso conversa também com o ECA, que valoriza o direito à convivência familiar e comunitária. A lógica é proteger sem romper de forma desnecessária. Em prova, quando o enunciado fala em afastamento como última saída, diante de grave risco, acenda a luz: a banca está cobrando a excepcionalidade. Por isso, o gabarito é a alternativa A. O texto descreve exatamente a ideia de que o afastamento do núcleo familiar deve ser raro, justificado e usado apenas quando a proteção da criança ou do adolescente realmente exigir.

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