De que forma o poder público pode realizar a interlocução com a juventude para que sua participação seja a mais ampla possível?
- A)Através de folders, panfletagem, anúncios e outros.
Errada, porque folders e panfletagem divulgam informação, mas não garantem interlocução ampla e participativa com a juventude.
- B)Por meios de cartazes, TV, rádios e outros.
Errada, pois cartazes, TV e rádio servem para comunicação em massa, não para promover participação social efetiva.
- C)Por intermédio de associações, redes, movimentos e organizações juvenis.
Certa, porque o Estatuto da Juventude privilegia a interlocução com a juventude por meio de associações, redes, movimentos e organizações juvenis.
- D)Na escola, pois é lá que se encontrará o mediador para sanar os anseios que levarão à reflexão.
Errada, porque a escola pode ser espaço importante, mas a questão trata de interlocução pública ampla, que não se limita ao ambiente escolar.
- E)Sempre que possível, através de jornais, revistas e artigos que repassam o conhecimento préestabelecido.
Errada, pois jornais, revistas e artigos informam, mas não são o meio previsto para garantir participação ampla da juventude.
Gabarito: C
A questão cobra uma ideia central do Estatuto da Juventude: juventude não se escuta de forma abstrata, nem só por campanhas bonitas de vitrine. A participação jovem deve ser construída com canais reais de diálogo e organização social. Por isso, a lei valoriza a interlocução do poder público com quem já mobiliza, representa e articula a juventude no dia a dia. O fundamento está no Estatuto da Juventude (Lei n° 12.852/2013), que incentiva a participação social e a interação do Estado com a juventude por meio de suas próprias formas de organização. Em prova, isso aparece como uma aposta em espaços coletivos, e não apenas em meios de divulgação em massa. Assim, o gabarito é a letra C, porque associações, redes, movimentos e organizações juvenis são os instrumentos adequados para ampliar ao máximo essa participação. A lógica é simples: quem quer ouvir a juventude precisa falar com ela onde ela se organiza, se articula e ganha voz. É menos propaganda e mais diálogo de verdade.