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Direito da Crianca e do Adolescente · FUNDATEC · 2022

Questão comentada de Direito da Crianca e do Adolescente

Um pai decidiu que seu filho, ainda criança, não será imunizado mesmo nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias. Considerando a atitude desse pai, a partir dos parâmetros estabelecidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei Federal nº 8.069/1990, analise as alternativas abaixo e assinale a que melhor se relaciona para a situação.

Gabarito: B

O ECA trata a vacinação como um dever de proteção à saúde da criança, e não como uma escolha livre dos pais quando há recomendação das autoridades sanitárias. O ponto central está no art. 14, §1º, do Estatuto da Criança e do Adolescente: é obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias. Em outras palavras, a autonomia familiar não é absoluta quando entra em cena o interesse superior da criança e a proteção integral. Na prática, isso significa que o pai ou a mãe não podem simplesmente recusar a imunização por decisão pessoal, ideológica ou de conveniência. O ECA busca evitar que a criança fique exposta a doenças preveníveis, justamente porque ela ainda não tem plena capacidade de autodeterminação e depende dos responsáveis para decisões de cuidado básico. Por isso, a alternativa B está correta: ela reproduz a regra legal de forma fiel. O Estatuto até admite discussões sobre vacinação em situações específicas para maiores de idade, mas quando o assunto é criança e a vacinação é recomendada pelas autoridades sanitárias, a regra é de obrigatoriedade. Aqui, o direito da criança à saúde vem em primeiro plano. Então, se cair uma questão parecida, procure a frase-chave: criança + recomendação sanitária = vacinação obrigatória. Parece simples, e é mesmo - o legislador não deixou essa porta aberta para livre recusa dos responsáveis.

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