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Direito da Crianca e do Adolescente · FGV · 2024

Questão comentada de Direito da Crianca e do Adolescente

Marília tem 30 anos e está grávida de seis meses. Ela se dirigiu à Vara de Infância e declarou seu desejo de entregar o bebê em adoção, após o parto, dizendo, ainda, que não desejava indicar o nome do pai da criança e nem que seus familiares fossem contatados. Diante dessa situação, o Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece que:

Gabarito: B

Quando a gestante ou a mãe manifesta, de forma livre, o desejo de entregar o filho para adoção, o ECA manda tratar a situação com acolhimento, escuta e proteção, não com interrogatório policialesco. A lógica é evitar constrangimento e garantir que a decisão seja amadurecida com apoio técnico, sempre voltada ao melhor interesse da criança e ao respeito à autonomia da mulher. O fundamento principal está no art. 19-A do ECA, que prevê atendimento por equipe interprofissional da Justiça da Infância e da Juventude, com escuta qualificada e encaminhamentos necessários. Essa equipe não existe para pressionar, mas para orientar, avaliar a situação e produzir subsídios técnicos para a autoridade judicial. Por isso, a alternativa B está correta: Marília deve ser acolhida e escutada pela equipe técnica da Vara da Infância, que elaborará relatório técnico para o juiz. É exatamente esse o desenho legal do procedimento de entrega voluntária para adoção. As demais opções tentam puxar a matéria para outros atores ou para obrigações que o ECA não impõe nesse momento. Aqui, o foco é proteção integral com atendimento humanizado, e não exposição da gestante ou busca compulsória de familiares, pai ou Ministério Público.

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