Maria cuida de Joaquim, criança com 3 anos de vida, que lhe foi entregue ainda bebê pela genitora Laura, amiga de infância, logo após sair da maternidade. Joaquim não tem a paternidade reconhecida em seu registro de nascimento. Maria, com a concordância de Laura, ajuíza pedido de adoção na Vara da Infância, da Juventude e Adoção de Curitiba, requerendo a guarda provisória de Joaquim. O Ministério Público, em seu parecer, requereu a busca e apreensão liminar da criança, pois caracterizada a burla ao Cadastro Nacional de Adoção. De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, o juiz deve:
- A)determinar a realização dos estudos técnicos e designar a audiência para oitiva da genitora e da requerente;
Correta. Antes de remover a crianca, o juiz deve instruir o caso com estudos técnicos e oitiva da genitora e da requerente, avaliando vínculo, consentimento e melhor interesse.
- B)efetuar a busca e apreensão e aplicar a medida de proteção de acolhimento institucional;
Incorreta. Busca e apreensao com acolhimento institucional não e resposta automatica quando há cuidado de fato prolongado e necessidade de estudo técnico.
- C)efetuar a busca e apreensão e encaminhar a criança para o primeiro habilitado interessado do Cadastro Nacional de Adoção;
Incorreta. A crianca não pode ser entregue simplesmente ao primeiro habilitado do cadastro sem instrucao, avaliacao do caso concreto e decisão judicial adequada.
- D)determinar a emenda da petição inicial para fins de ser convolado o pedido de adoção em guarda;
Incorreta. O pedido de adocao não deve ser convertido obrigatoriamente em guarda; a pretensão deve ser processada e examinada conforme o ECA.
- E)efetuar a busca e apreensão e aplicar a medida de proteção de acolhimento familiar.
Incorreta. Acolhimento familiar também pressupoe necessidade protetiva concreta; não substitui a instrucao sobre vínculos e consentimento no caso narrado.
Gabarito: A
Em adocao com entrega direta e convivencia consolidada, a resposta judicial não deve ser automatica. O ECA exige instrucao cuidadosa: ouvir a genitora e a pretendente, realizar estudos técnicos e decidir a partir do melhor interesse da crianca, sem presumir de imediato que a única saida seja acolhimento ou entrega ao cadastro.