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Direito da Crianca e do Adolescente · FEPESE · 2022

Questão comentada de Direito da Crianca e do Adolescente

No caso de uma família natural não ter condições de promover e garantir a proteção dos direitos da criança e do adolescente em consequência do princípio que rege a proteção integral, a(s) criança(s) e o adolescente(s) será(ão) colocado(s) em família substituta. Nestes casos, o Estatuto da Criança e Adolescente assegura:

Gabarito: C

Quando a criança ou o adolescente não pode permanecer na família natural, o ECA prioriza a colocação em família substituta, sempre com foco no melhor interesse e na proteção integral. Essa colocação pode ocorrer por guarda, tutela ou adoção, mas não é um cheque em branco: o Estatuto impõe critérios e formalidades para evitar decisões apressadas ou meramente burocráticas. Um ponto importante é que a vontade da criança ou do adolescente importa, sim. O art. 28, § 1º, do ECA determina que a criança ou o adolescente será ouvido por equipe interprofissional e ter sua opinião devidamente considerada, conforme sua idade e grau de desenvolvimento. E o art. 28, § 2º, é ainda mais específico: se tiver mais de 12 anos, o consentimento é obrigatório, devendo ser colhido em audiência. É por isso que a alternativa C está correta. A lógica aqui é simples: quanto maior a maturidade, maior a participação da criança ou do adolescente na decisão que vai mexer com sua vida inteira. Não é uma formalidade para enfeitar o processo; é garantia de respeito à condição de pessoa em desenvolvimento. Então, resumindo: em matéria de família substituta, o ECA protege a criança, mas também evita decisões sem escuta, sem critério e sem juiz no meio do caminho. A regra da oitiva e do consentimento, quando exigido, é uma das travas mais importantes desse sistema.

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