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Direito da Crianca e do Adolescente · FCC · 2023

Questão comentada de Direito da Crianca e do Adolescente

Tássia, adolescente de 17 anos, tem uma filha de 2 anos de idade e está em cumprimento de medida socioeducativa de internação. Na época dos fatos, a adolescente vivia em situação de rua e a equipe técnica da assistência social não conseguiu encontrar sua família; por isso, sua filha foi encaminhada a uma entidade de acolhimento. Tássia manifestou o desejo de receber visitas de sua filha. Com base na Convenção dos Direitos da Criança, no Estatuto da Criança e do Adolescente e na Lei nº 13.257/2016 (Estatuto da Primeira Infância),

Gabarito: A

A questão mistura três ideias importantes: o direito da criança pequena à convivência familiar, a situação da adolescente em cumprimento de medida socioeducativa e a proteção reforçada da primeira infância. No ECA, a convivência familiar é regra, e o acolhimento institucional é medida excepcional e provisória, sempre voltada a preservar vínculos quando possível. Já a Lei nº 13.257/2016 reforçou a atenção à primeira infância e trouxe a lógica de manter o contato entre crianças pequenas e seus pais ou responsáveis, mesmo quando há restrição de liberdade, sempre que isso for compatível com o interesse da criança. Aqui, Tássia está internada e sua filha tem só 2 anos. Isso não autoriza cortar o vínculo por conveniência administrativa, muito menos porque a mãe vivia em situação de rua. Ao contrário: a orientação é preservar a relação materno-filial e organizar as visitas de forma segura e adequada. A criança acolhida não deve ser afastada da mãe sem necessidade, e a instituição de acolhimento deve colaborar para que o contato aconteça. Por isso, o gabarito é a alternativa A: a filha deve ser levada para visitar a genitora na unidade onde a adolescente cumpre a medida socioeducativa, pela entidade de acolhimento, sem necessidade de autorização judicial específica para esse ato de convivência. A ideia central é proteger o vínculo familiar, não criar mais uma barreira burocrática. Em provas, sempre desconfie quando a banca tenta transformar convivência familiar em problema processual. Em matéria de infância e juventude, o ponto de partida é preservar laços, sobretudo na primeira infância, salvo se houver risco concreto à criança.

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