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Direito da Crianca e do Adolescente · FCC · 2022

Questão comentada de Direito da Crianca e do Adolescente

Ari tem 13 anos. Seus pais foram destituídos do poder familiar e ele se encontra em medida de acolhimento institucional. A reintegração para família extensa ou a localização de família adotiva nos cadastros oficiais, inclusive internacional, não produziu resultados até o momento. Conforme dispõe expressamente o ECA, enquanto não localizada pessoa ou casal interessado em sua adoção, se possível e recomendável, Ari

Gabarito: B

Quando a criança ou o adolescente está em acolhimento institucional e ainda não apareceu alguém habilitado para adoção, o ECA trabalha com a ideia de cuidado provisório e familiar, sempre que isso for possível e recomendado. A lei prefere, nessa fase, um ambiente mais próximo da vida em família, em vez de manter a criança apenas em instituição. É por isso que o art. 34 do ECA prevê o programa de acolhimento familiar, no qual a criança ou o adolescente pode ser colocado sob guarda de família cadastrada nesse programa. Essa solução não é adoção nem entrega definitiva do caso, mas uma medida de proteção temporária, voltada ao melhor interesse da criança. Na prática, a lógica é simples: antes de deixar o menor “no modo espera”, a lei tenta oferecer um lar provisório mais afetivo e estável. Isso é especialmente importante para quem já passou por destituição do poder familiar e segue sem solução definitiva. O foco continua sendo proteção, vínculo e desenvolvimento saudável. Então, no caso narrado, como ainda não foi localizada pessoa ou casal interessado em adoção e a medida é possível e recomendável, Ari pode ser colocado sob guarda de família cadastrada em programa de acolhimento familiar. É exatamente a hipótese prevista no ECA.

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