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Direito da Crianca e do Adolescente · FAU · 2022

Questão comentada de Direito da Crianca e do Adolescente

Sobre a adoção de crianças e adolescentes marque a alternativa INCORRETA:

Gabarito: A

Adoção, no ECA, não é um simples "registro de filho alheio" em cartório: ela depende de procedimento judicial e tem efeito profundo, porque cria vínculo de filiação como se fosse biológico. Em outras palavras, a criança ou adolescente passa a ser filho para todos os fins, inclusive sucessórios, com desligamento dos vínculos com a família natural, salvo os impedimentos matrimoniais. Isso está no artigo 41 do ECA, e reforça a ideia de que adoção é medida séria, protegida e cercada de formalidades. Outro ponto importante é que a adoção é medida excepcional e irrevogável, usada quando já não há solução adequada para manter a criança ou adolescente na família natural ou extensa. Então, a lógica do sistema é sempre priorizar a convivência familiar de origem, e só depois partir para a adoção. Aqui não tem atalho: o processo existe justamente para evitar improviso afetivo com carimbo de cartório. Também costuma cair o estágio de convivência. Em regra, ele antecede a adoção e pode durar até 90 dias, conforme o ECA, observadas as peculiaridades do caso. A simples guarda de fato não dispensa essa etapa, porque a lei quer verificar se a convivência realmente funciona na prática, e não apenas no entusiasmo do começo. Por isso, a alternativa A é a incorreta: ela descreve adoção como se fosse um ato de registro de filho alheio em nome próprio, mas isso não corresponde ao conceito jurídico de adoção no ECA. Adoção não é registro informal nem mera declaração de vontade; é ato judicial constitutivo de filiação.

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