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Direito Administrativo · VUNESP · 2023

Questão comentada de Direito Administrativo

O ato administrativo que tem por objeto a utilização compulsória de um serviço prestado por um particular, em favor da administração pública, para atender uma situação extraordinária e emergencial, é denominado

Gabarito: C

A questão trata de um clássico dos atos de intervenção do Estado na propriedade ou na atividade privada: a requisição administrativa. Ela ocorre quando a Administração precisa usar, de forma compulsória, bens, serviços ou até instalações particulares para enfrentar uma situação urgente, como calamidade, guerra, risco à saúde ou emergência semelhante. A lógica aqui é simples: o interesse público bateu na porta com pressa, e o Estado pode exigir o uso imediato do particular. O ponto importante é que a requisição independe de prévia aquiescência do particular e também não exige autorização judicial antes da medida. Isso acontece porque a urgência não combina com espera processual. Depois, se houver dano efetivo, cabe indenização posterior, em regra na forma de justa compensação. Esse regime aparece no art. 5º, XXV, da Constituição Federal, que autoriza o uso de propriedade particular em caso de iminente perigo público, com indenização ulterior se houver dano. Por isso, o gabarito é a letra C: requisição é exatamente o ato pelo qual a Administração utiliza compulsoriamente um serviço prestado por particular para atender situação extraordinária e emergencial. A ideia não é tomar o bem definitivamente, como na desapropriação, nem criar limitação permanente, como na servidão. É uma medida temporária, urgente e excepcional. Resumo de prova: se o enunciado falar em uso compulsório, emergência e necessidade pública imediata, pense em requisição. Se falar em transferência definitiva da propriedade, pense em desapropriação; se falar em ônus permanente sobre imóvel para utilidade pública, pense em servidão.

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