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Direito Administrativo · VUNESP · 2023

Questão comentada de Direito Administrativo

A nova lei de licitações (Lei nº 14.133/2021) dá grande relevo à ideia de segregação de funções como medida mitigadora de riscos no âmbito das licitações e contratações públicas. A respeito do princípio da segregação de funções, é correto afirmar que

Gabarito: C

A Lei 14.133/2021 reforça a ideia de governança e controle nas contratações públicas, e dentro disso a segregação de funções aparece como um freio contra a concentração excessiva de poder em uma só pessoa. A lógica é simples: quem solicita, quem analisa, quem aprova e quem fiscaliza não deve ser, em regra, o mesmo agente quando houver risco relevante. Isso diminui a chance de erro passar despercebido e dificulta combinações indevidas entre servidores. Na prática, a segregação de funções é uma técnica de gerenciamento de riscos. Ela conversa diretamente com alçadas de aprovação, fluxo de processos, controles internos e prevenção de fraudes. A lei não exige uma divisão mecânica e absoluta, mas sim uma organização que evite acúmulo de tarefas sensíveis nas mesmas mãos sem justificativa. Por isso, o item correto é o que diz que a norma veda a designação do mesmo agente para atuar simultaneamente em funções mais suscetíveis a riscos, reduzindo a possibilidade de ocultação de erros e de ocorrência de fraudes. Essa é a essência do princípio: separar para controlar melhor. É quase o velho ditado administrativo: confiança é importante, mas controle não faz mal a ninguém. Como referência, a Lei 14.133/2021 trata a segregação de funções como diretriz de governança e gestão de riscos na contratação pública, em harmonia com a lógica dos controles internos prevista no modelo de administração gerencial e de integridade.

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