A denominada Lei de Improbidade Administrativa disciplina que a posse e o exercício de agente público ficam condicionados à apresentação de declaração dos bens e valores que compõem o seu patrimônio privado, ressaltando-se que
- A)uma vez entregue, deve ser arquivada junto ao órgão fazendário do respectivo ente político para fins de fiscalização.
Incorreta. A declaração não era arquivada no órgão fazendário, mas no serviço de pessoal competente.
- B)compreenderá todo o ativo do agente público, inclusive os objetos e utensílios de uso doméstico.
Incorreta. Objetos e utensílios de uso doméstico eram excluídos da declaração patrimonial.
- C)a declaração de bens será anualmente atualizada e na data em que o agente público deixar o exercício do mandato, cargo, emprego ou função.
Correta. A Lei nº 8.429/1992 previa atualização anual da declaração e também na data em que o agente deixasse o mandato, cargo, emprego ou função.
- D)será punido, com a pena de suspensão até que a exiba, o agente público que se recusar a prestar declaração dos bens, dentro do prazo determinado.
Incorreta. A recusa ou falsidade na declaração gerava pena de demissão, não simples suspensão até exibição.
- E)o ente político, a seu critério, poderá facultar ao declarante, alternativamente, a entrega de cópia da declaração anual de bens apresentada à Delegacia da Receita Federal na conformidade da legislação do imposto sobre a renda.
Incorreta. A entrega da declaração anual de imposto de renda era alternativa que podia ser prevista em regulamento, não mera faculdade discricionária livre do ente político.
Gabarito: C
Na redação da Lei de Improbidade cobrada pela prova, a declaração patrimonial do agente público deveria ser arquivada no serviço de pessoal competente, abranger bens e valores relevantes do patrimônio privado e ser atualizada anualmente e ao fim do vínculo público.