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Direito Administrativo · UFRPE · 2022

Questão comentada de Direito Administrativo

A Lei 8.666/93 foi criada para determinar as normas usadas para licitações e contratos de órgãos públicos do Brasil. Ela se aplica à administração pública direta e indireta, em qualquer um dos poderes. É utilizada em órgãos da União, dos estados e dos municípios brasileiros, além do Distrito Federal. A licitação é um instrumento obrigatório em todos os processos de compra de produtos ou para aquisição de serviços necessários ao serviço público. Apenas em algumas circunstâncias admite-se a dispensa da licitação. São elas:

Gabarito: B

A licitação é a regra para contratações públicas, porque a Administração deve escolher a proposta mais vantajosa com isonomia, publicidade e competitividade. Mas a própria lei abre exceções, e é aqui que muita gente escorrega: nem toda contratação precisa passar pelo ritual completo quando a situação é excepcional. Na Lei 8.666/93, a dispensa de licitação aparece em hipóteses legais específicas, previstas no art. 24. Entre elas estão a emergência, a calamidade pública e a grave perturbação da ordem. A lógica é simples: quando o interesse público exige resposta rápida, o procedimento licitatório pode ser incompatível com a urgência da medida. Por isso, a alternativa B está correta. Ela reúne exatamente três hipóteses clássicas de dispensa previstas na lei. Já as demais misturam itens que não são fundamento legal para dispensa, como eventos festivos, material escolar e propaganda política, que não têm esse passe livre automático. Vale lembrar a distinção básica: dispensa é quando a lei autoriza contratar sem licitar em situações taxativas; inexigibilidade é quando a competição é inviável, como em fornecedor exclusivo ou serviço técnico singular com profissional de notória especialização. Aqui, a questão cobra só a dispensa mesmo, e a resposta vem direto do art. 24.

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