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Direito Administrativo · PR-4 UFRJ · 2021

Questão comentada de Direito Administrativo

Alfredo Borges, servidor público federal, investido, há 4 (quatro) anos, no cargo de Técnico em Assuntos Educacionais da UFRJ, foi obrigado a se ausentar do serviço, por 8 (oito) dias consecutivos, em razão do falecimento de sua madrasta. Nesse caso, pode-se afirmar que o servidor:

Gabarito: D

Aqui o ponto central é a licença por motivo de luto prevista no art. 97, III, da Lei 8.112/1990. Ela garante ao servidor afastamento de 8 dias consecutivos, com remuneração preservada, quando ocorre o falecimento de pessoas expressamente listadas na lei, e a madrasta está no rol. Ou seja, não é falta injustificada, nem punição, nem corte de salário por esses dias. A lógica da norma é simples: em situações de luto familiar relevante, o ordenamento afasta a prestação do serviço sem impor prejuízo financeiro ao servidor. Por isso, o servidor não perde a parcela diária da remuneração referente aos 8 dias de afastamento. A banca queria que você lembrasse exatamente da lista legal e do prazo. Em prova, esse tema costuma aparecer em forma de pegadinha com duas ideias: primeiro, tentar fazer você pensar que qualquer ausência gera desconto; segundo, trocar o período correto ou o rol de parentes. Mas, no regime da Lei 8.112, o falecimento de madrasta gera afastamento remunerado de 8 dias consecutivos. Então, o gabarito é a letra D: o servidor não perde a parcela de remuneração diária, proporcional à ausência nos 8 dias consecutivos, porque se trata de hipótese legal de afastamento remunerado.

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