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Direito Administrativo · PM-MT · 2021

Questão comentada de Direito Administrativo

Nos termos da Lei nº 8.429/1992, que dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos que praticarem atos de improbidade administrativa, a posse e o exercício de agente público ficam condicionados à apresentação de declaração dos bens e valores que compõem o seu patrimônio privado, a fim de ser arquivada no serviço de pessoal competente. Segundo as disposições legais acerca do tema, o agente público que se recusar a prestar declaração dos bens, dentro do prazo determinado, ou prestar declaração falsa, será punido com a

Gabarito: B

A Lei de Improbidade Administrativa exige que o agente público apresente declaração de bens e valores quando toma posse e também no exercício do cargo, para controle de evolução patrimonial. A ideia é simples: transparência para evitar aquele enriquecimento que aparece do nada e depois tenta passar despercebido. O ponto cobrado na questão está na consequência para quem não cumpre essa obrigação. Pela Lei nº 8.429/1992, o agente público que se recusar a prestar a declaração dentro do prazo fixado, ou que apresentar declaração falsa, fica sujeito à pena de demissão, a bem do serviço público, sem prejuízo de outras sanções cabíveis. Essa é a redação legal aplicada pela banca. Ou seja, não se trata de suspensão, multa civil ou sanção política como perda de direitos políticos. A resposta certa é a letra B porque a lei trata essa conduta com punição funcional severa, justamente para desestimular a ocultação patrimonial. Na prática, a banca costuma cobrar a literalidade da lei em temas de improbidade, então vale decorar esses comandos quase como se fossem aviso de portaria: se mentiu ou não entregou a declaração, a consequência administrativa é pesada.

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