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Direito Administrativo · IVIN · 2023

Questão comentada de Direito Administrativo

Sirlene, servidora pública efetiva da Secretaria de Finanças de determinado Município, exerceu função de confiança por mais de dez anos, tendo recebido por isso uma vantagem financeira. No ano corrente, porém, com a mudança de gestor do órgão, Andressa substituiu Sirlene e assumiu a função de confiança que esta ocupava. De acordo com as disposições constitucionais, é correto afirmar que:

Gabarito: C

A ideia central aqui é simples: função de confiança não vira parte fixa do cargo efetivo pelo fato de o servidor tê-la exercido por muito tempo. A Constituição trata essas funções como posições de confiança, de exercício temporário, para direção, chefia e assessoramento, e não como algo que “gruda” de vez na remuneração. O ponto mais importante para a prova é lembrar que a CF veda a incorporação de vantagens ligadas ao exercício de função de confiança ou de cargo em comissão. Então, mesmo que Sirlene tenha exercido a função por mais de dez anos e recebido gratificação por isso, ela não adquire direito constitucional à incorporação definitiva dessa parcela ao vencimento do cargo efetivo. Por isso, o gabarito é a letra C. A mudança de gestor e a substituição por Andressa são juridicamente possíveis, porque a função de confiança não pertence ao servidor de forma permanente. O que existia era uma remuneração vinculada ao exercício da função, e não um direito adquirido à permanência dela no contracheque. Em resumo: tempo de exercício não transforma função de confiança em parcela incorporada. A lógica constitucional é evitar que uma verba transitória vire aumento permanente por simples passagem do tempo. Em prova, se aparecer a palavra “incorporação”, acenda o alerta: normalmente a banca está testando essa vedação.

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