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Direito Administrativo · IBFC · 2022

Questão comentada de Direito Administrativo

No que se refere às disposições penais constantes da Lei de Improbidade Administrativa, assinale a alternativa incorreta.

Gabarito: A

A Lei de Improbidade Administrativa sempre cai em prova porque mistura punição, prazo e prova, e a banca adora trocar um detalhe pequeno para ver se você escorrega. Na lógica da questão, o ponto central é a prescrição: a ação para aplicar as sanções da LIA prescreve em 5 anos, contados do fato, e, se a infração for permanente, do dia em que ela cessar. Isso está em sintonia com a redação clássica do art. 23 da Lei 8.429/1992, muito cobrada em concursos. A alternativa A ficou incorreta no enunciado exatamente por contrariar essa regra. Em prova de LIA, prazo prescricional é daqueles assuntos que a banca costuma cobrar com cara de coisa simples, mas com uma vírgula capaz de derrubar muita gente. Então, se a questão pede a incorreta, basta lembrar que o prazo de 5 anos é o marco tradicional cobrado pela banca nessa formulação. As demais assertivas conversam com a lógica probatória da improbidade: o juiz deve considerar o que foi produzido nos órgãos de controle, mas sem dispensar a análise do elemento subjetivo, especialmente o dolo, que é indispensável na maioria dos atos ímprobos após a Lei 14.230/2021. Em outras palavras, não basta mostrar o estrago: é preciso olhar como a conduta foi praticada. Outro ponto importante é o afastamento cautelar do agente público. Ele pode ser determinado pela autoridade judicial competente, sem prejuízo da remuneração, quando necessário à instrução processual ou para evitar nova prática ilícita. É uma medida excepcional, não uma punição antecipada. Resumo de prova: prazo prescricional é tema clássico, prova e controle administrativo reforçam a convicção do juiz, e afastamento cautelar só entra quando houver necessidade real.

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