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Direito Administrativo · IBADE · 2022

Questão comentada de Direito Administrativo

Na prestação de serviços, o princípio da continuidade se destaca; para tanto, num contrato administrativo, quando o particular descumpre suas obrigações, há rescisão contratual. Se é a Administração, entretanto, que descumpre suas obrigações, o particular não pode rescindir o contrato. Esse aspecto nos contratos de prestação de serviços públicos é conhecido como cláusula.

Gabarito: B

Nos contratos administrativos, a Administração não fica no mesmo patamar do particular: ela recebe prerrogativas especiais para proteger o interesse público. Uma dessas prerrogativas é a chamada cláusula exorbitante, típica dos contratos administrativos e ausente, em regra, nos contratos privados comuns. No enunciado, a ideia central é a continuidade do serviço público. Se o particular contratado descumpre suas obrigações, a Administração pode rescindir o contrato e aplicar sanções. Já se a Administração descumpre, o particular não pode simplesmente romper o vínculo por conta própria como faria em um contrato civil qualquer, porque o contrato administrativo é marcado por regras especiais e pela supremacia do interesse público. É justamente essa presença de poderes especiais da Administração, como alteração unilateral, fiscalização, aplicação de sanções e rescisão unilateral em certas hipóteses, que recebe o nome de cláusula exorbitante. A doutrina clássica de Direito Administrativo trata isso como traço típico dos contratos administrativos, ao lado da mutabilidade e da continuidade do serviço. Então, o gabarito B está correto porque a expressão procurada é cláusula exorbitante: uma cláusula que "exorbita" do direito comum e permite à Administração agir com prerrogativas diferenciadas para garantir a boa prestação do serviço público. Em prova, quando aparecer contrato administrativo + poder especial da Administração + continuidade do serviço, pense nisso sem drama.

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