A sociedade empresária Alfa iniciou a construção irregular de determinado prédio ao lado do fórum da Comarca de Rio das Ostras, no Estado do Rio de Janeiro, sem a observância das formalidades legais. Registre-se que há risco iminente à segurança da coletividade, pois as normas técnicas atinentes à construção não estão sendo observadas pela referida entidade privada, sendo certo que a Defesa Civil municipal emitiu laudo concluindo que a estrutura construída pode entrar em colapso a qualquer momento e desabar sobre as pessoas que trafegam pela calçada. Nesse cenário, considerando o entendimento doutrinário dominante, é correto afirmar que o poder público municipal:
- A)poderá demolir a construção irregular independentemente de autorização judicial, em razão da presunção absoluta de legitimidade dos atos administrativos;
Errada. A presunção de legitimidade não é absoluta nem explica a execução direta.
- B)poderá demolir a construção irregular independentemente de autorização judicial, em razão da presunção absoluta de veracidade dos atos administrativos;
Errada. A presunção de veracidade não é fundamento suficiente para demolir.
- C)poderá demolir a construção irregular independentemente de autorização judicial, em razão da autoexecutoriedade dos atos administrativos;
Correta. O risco iminente autoriza autoexecutoriedade do ato de polícia.
- D)não poderá demolir a construção irregular sem autorização da Câmara de Vereadores do Município de Rio das Ostras;
Errada. Não se exige autorização da Câmara de Vereadores.
- E)não poderá demolir a construção irregular sem autorização judicial.
Errada. Em urgência, a Administração pode agir sem autorização judicial prévia.
Gabarito: C
Autoexecutoriedade permite à Administração executar diretamente certos atos, sem autorização judicial prévia, quando a lei autoriza ou quando há urgência para proteger o interesse público. Construção irregular com risco iminente de colapso justifica atuação imediata do poder de polícia. A demolição, nesse contexto, decorre da autoexecutoriedade.