Caio, servidor público no Estado Alfa, estava, embriagado, na condução de um veículo automotor oficial, pertencente ao referido ente federativo, encaminhando-se à repartição pública em que trabalha, ocasião em que, por imprudência e negligência, avançou um sinal vermelho, atropelando um transeunte. Nesse cenário, considerando as disposições da Constituição Federal e o entendimento doutrinário e jurisprudencial dominantes, avalie as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa. ( ) A responsabilidade civil do Estado Alfa, no caso narrado, tem natureza subjetiva, sendo desnecessário comprovar o dolo ou a culpa do servidor público. ( ) Caio, na qualidade de servidor público, responderá objetivamente pelos danos que causou ao particular. ( ) Por se tratar de responsabilidade civil imputável ao Estado Alfa à luz da teoria do risco integral, não se admite a alegação de excludentes do nexo de causalidade entre a conduta e o dano causado ao particular. As afirmativas são, respectivamente,
- A)F – F – F.
Correta: as três afirmativas são falsas.
- B)V – F – V.
Errada: a primeira e a terceira não são verdadeiras.
- C)F – V – F.
Errada: Caio não responde objetivamente perante o particular nessa lógica.
- D)V – V – F.
Errada: a primeira e a segunda são falsas.
- E)V – V – V.
Errada: nenhuma das três afirmativas está correta.
Gabarito: A
A responsabilidade civil do Estado por ato comissivo de agente público é objetiva, pela teoria do risco administrativo, admitindo excludentes de nexo causal. O agente causador do dano responde subjetivamente em eventual regresso, com apuração de dolo ou culpa.