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Direito Administrativo · FGV · 2023

Questão comentada de Direito Administrativo

O Poder Público, de forma proporcional, utilizou-se da força para dissolver um tumulto ocorrido em praça pública, que estava colocando em risco a incolumidade física e a segurança das pessoas, sem amparo em decisão judicial. Nessa situação hipotética, observa-se a manifestação de um poder da Administração Pública e de um atributo que lhe é atinente. Assinale a opção que os indica.

Gabarito: D

Aqui a ideia central é simples: quando a Administração atua para limitar ou conter condutas que ameaçam a ordem, a segurança ou a incolumidade das pessoas, ela está exercendo o poder de polícia. É aquele poder de impor restrições, fazer valer regras e evitar que o interesse individual atropelhe o interesse coletivo. Em praça pública, com tumulto colocando pessoas em risco, a atuação estatal para dispersar a confusão encaixa direitinho nessa lógica. O detalhe decisivo da questão é o uso proporcional da força sem necessidade de ordem judicial. Isso aponta para a autoexecutoriedade, que é a possibilidade de a Administração executar diretamente suas medidas, quando a lei autoriza ou quando a urgência da situação exige. Em outras palavras: não precisa ficar esperando o Judiciário dar o “ok” para agir quando a própria atuação imediata é necessária para proteger a coletividade. Doutrinariamente, o poder de polícia é marcado por atributos como discricionariedade, coercibilidade e autoexecutoriedade, quando presentes os requisitos legais. Aqui, a banca quer exatamente a combinação entre o poder exercido e o atributo destacado pela forma de agir do Estado. Por isso, o gabarito é a letra D: poder de polícia e autoexecutoriedade. O Estado agiu diretamente, com proporcionalidade, para cessar uma situação de risco coletivo, sem depender de decisão judicial prévia.

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