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Direito Administrativo · FGV · 2022

Questão comentada de Direito Administrativo

Joana, servidora pública federal, ocupante de cargo de provimento efetivo há uma década, almejava obter licença para resolver um grave problema particular, afeto à administração de uma empresa deixada por seu falecido pai. Ao se inteirar sobre a existência de licença dessa natureza no âmbito da Lei nº 8.112/1990, foi-lhe corretamente informado que

Gabarito: D

A questão trata da licença para tratar de interesses particulares, prevista na Lei nº 8.112/1990. Ela é uma licença sem remuneração, concedida ao servidor estável, por até 3 anos consecutivos, e sua concessão depende do interesse da Administração, ou seja, não é um direito automático do servidor. O ponto central aqui é lembrar que a lei permite o afastamento para cuidar de assuntos pessoais relevantes, como no caso de Joana, que precisa resolver problema ligado à administração de uma empresa deixada pelo pai. Isso se encaixa exatamente na lógica da licença para interesses particulares: o servidor afasta-se para resolver sua vida privada, sem receber remuneração nesse período. Além disso, a licença pode ser interrompida a qualquer tempo, tanto a pedido do servidor quanto no interesse do serviço. Esse detalhe costuma cair bastante porque a banca gosta de trocar a regra com outras licenças ou inventar a ideia de duração fixa e irreversível, como se a Administração ficasse presa ao prazo. Não fica. Por isso, o gabarito é a alternativa D: ela indica o prazo de até três anos, sem remuneração, e a possibilidade de interrupção a qualquer tempo, exatamente como dispõe o art. 91 da Lei nº 8.112/1990.

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