← Questões de Direito Administrativo

Direito Administrativo · FGV · 2022

Questão comentada de Direito Administrativo

O Governador do Estado Delta publicou, em janeiro de 2015, decreto declarando a utilidade pública, para fins de desapropriação, de imóvel de propriedade de Maria. Ocorre que, após o referido decreto, o Estado Delta não adotou qualquer medida para dar início à fase executória da desapropriação. No caso em tela, de acordo com as normas de regência,

Gabarito: A

Na desapropriação por utilidade pública, o decreto declaratório não fica valendo para sempre. Pelo Decreto-Lei 3.365/1941, art. 10, a declaração de utilidade pública caduca se, em regra, não houver a efetiva promoção da desapropriação no prazo de 5 anos, contado da expedição do decreto. Em outras palavras: o Estado não pode decretar, cruzar os braços e deixar o tempo trabalhar por ele. É exatamente o que aconteceu no caso. O decreto foi publicado em janeiro de 2015 e o Estado Delta não adotou qualquer medida para iniciar a fase executória. Como já transcorreu mais de 5 anos sem providências expropriatórias, houve caducidade do ato declaratório. A banca gosta de misturar os institutos para testar se você sabe que, aqui, o nome técnico correto é caducidade, e não prescrição ou decadência. Prescrição costuma aparecer ligada à pretensão de cobrar judicialmente; decadência, à perda do próprio direito pelo decurso do prazo em sentido amplo. Na desapropriação, o termo usado pela lei é caducidade do decreto declaratório. Resumo de prova: decreto de utilidade pública sem andamento por 5 anos = caducidade. Simples, direto e muito FGV.

Continue treinando

Questões relacionadas