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Direito Administrativo · FGV · 2022

Questão comentada de Direito Administrativo

Joaquim, policial civil, pretende concorrer ao cargo eletivo de Prefeito nas próximas eleições municipais, mas tem dúvidas a respeito das consequências de sua eleição em relação ao cargo de provimento efetivo que já ocupava. Ao consultar um profissional da área, foi-lhe informado corretamente que, caso eleito, Joaquim

Gabarito: D

A Constituição trata disso de forma bem direta no art. 38. Quando um servidor público é eleito para mandato eletivo, ele não perde automaticamente o cargo efetivo, nem vira aposentado por mágica eleitoral. O que acontece é que o regime varia conforme o mandato escolhido. No caso de Prefeito, a regra é afastamento do cargo efetivo durante o mandato, com possibilidade de optar pela remuneração de um dos vínculos, se for o caso. É exatamente a lógica do art. 38, II, da CF: para chefe do Executivo municipal, o servidor fica afastado do cargo de origem enquanto exerce o mandato. Isso vale também para policiais civis, que são servidores públicos submetidos ao regime constitucional dos servidores. Então, se Joaquim for eleito Prefeito, ele não continua exercendo normalmente o cargo efetivo, mesmo que houvesse alguma compatibilidade de horários. Para Prefeito, a Constituição não permite essa convivência prática dos dois cargos como regra de exercício simultâneo. Por isso o gabarito é a letra D. A banca está cobrando a leitura literal do art. 38 da Constituição, que separa a situação por tipo de mandato e, no caso de Prefeito, impõe o afastamento do cargo efetivo durante o mandato eletivo.

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