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Direito Administrativo · FGV · 2022

Questão comentada de Direito Administrativo

André, técnico legislativo ‐ policial legislativo do Senado Federal, em setembro de 2022, valendo-se de sua função de supervisor de departamento, de forma dolosa, com vontade livre e consciente, utilizou, em obra de reforma de sua casa de campo, o trabalho de estagiários da Casa Legislativa, durante o expediente, em serviços de jardinagem. Assim agindo, em tese, André praticou ato de improbidade administrativa que

Gabarito: A

A questão explora a Lei de Improbidade Administrativa após a reforma da Lei 14.230/2021. Aqui, André usou estagiários da Casa Legislativa, durante o expediente, para fazer serviços particulares na reforma de sua casa. Isso é um típico caso de obtenção de vantagem indevida por meio da utilização de trabalho de terceiros em proveito privado, o que se enquadra em ato de improbidade que importa enriquecimento ilícito, nos termos do art. 9º da Lei 8.429/1992. O detalhe importante é perceber que não houve apenas desvio ético ou violação genérica de dever funcional. Houve um ganho patrimonial indireto para André, porque ele economizou dinheiro às custas da estrutura pública e da força de trabalho de estagiários que deveriam estar a serviço da Administração. Em concurso, esse tipo de situação costuma cair como enriquecimento ilícito, não como mero atentado a princípios. Quanto às sanções, o art. 12, I, da LIA prevê, entre outras, a suspensão dos direitos políticos de 8 a 14 anos, além de perda dos bens acrescidos ilicitamente, multa civil e proibição de contratar com o poder público. Por isso a alternativa A está correta ao indicar o tipo de improbidade e uma sanção compatível com esse enquadramento. Resumo prático para prova: se o agente usa cargo, função ou estrutura pública para obter benefício pessoal patrimonial, pense primeiro em enriquecimento ilícito. A banca adora trocar o rótulo do ato para ver se você cai na conversa.

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